Não estou para falar de amor, se ele ainda não dói, nem rói e nem pede flor. Não há flores na minha poesia, pois as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura e meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro. O único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza. Só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista, meio insano meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história, todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira

Cárcere Curitiba 7

Cárcere Curitiba 7

Criatura com cheirador corrigido com cirurgia, chefe congregação comunista, chamada Crazy, chegou cadeia curitibana carregando caixa cheia com cachaça cinquenteum, chocolates,cervejas, canapés, caviar, charutos....

-chefinho carece comer. Certamente comida cadeia com consistência carente. Chefinho Calamar com calças caindo,

-Claro, claro, cumpanhera Crazy. Conforme cunversamo coisas compatíveis com comunismo, Calamar comerá chocolate com copo cheio com cerveja.

-conta, chefinho. Como consegue conviver com condenação? Chefinho carece colchão confortável. Cadeia contaminada com catinga. Carcereiro considera chefinho Calamar como cachorro. Comprarei congelador. Chefinho colocará cerveja.

-Cumpanhera, Calamar curte cachaça, curte cerveja, contudo, Calamar carecendo comer cu.

-Claro, chefinho. Crazy concederá. Começará com chupadinha.

-Certo cumpanhera. Cumeça!

-chup chup chup

-caaa caaaa caaaaa

-Contente, chefinho?

-Corre criatura, chama clínico. Calamar com crise cardíaca!

-Carcereiro, carcereiro! Chama clínico cubano. Chefinho Calamar com coração congestionado!

-Cubano caralho, cumpanhera Crazy! Chama clínico com certificação!

wasil sacharuk


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