Não estou para falar de amor, se ele ainda não dói, nem rói e nem pede flor. Não há flores na minha poesia, pois as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura e meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro. O único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza. Só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista, meio insano meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história, todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira

Cárcere Curitiba 5

Cárcere Curitiba 5

-Cumpanhero carcerero, compareça cá!
-Claro, Calamar Cachaceiro, comparecerei caso caríssimo condenado Calamar colabore com caixinha. Clube carcereiros carece cozinhar churrasco com cerveja como comemoração conquista candidato chamado Coiso. Carcereiros contentes. Cairão chefes cadeias continentais, carcereiros crivarão corpos condenados com consentimento chefias. Cada condenado cretino considerará caminhar com cuzinho cerrado! Concorda colaborar com caixinha, comandante Calamar?

-Certamente, cumpanhero. Calamar Cachaceiro colaborará com cinco centilhões. Carece carcerero chamar cria chamada Calamarzinho comparecer cadeia Curitiba.

-Cumpra-se, comandante.
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-Caro Calamarzinho, compete começar criar carreira como chefe continental. Carece contar como Calamarzinho começou catando cocô, cheirando cu criaturas confinadas cativeiro, contar como Calamarzinho comprou companhia cuja competência confere com confeccionar carne churrasco com celulose, convém contar como Calamarzinho comprou companhia centralizadora chamadas celular... Corre, Calamarzinho, compete criar carreira como candidato!

-Certo. Como conduzir campanha contra Coiso?

-Chama cumpanheros comunistas colaborar com campanha. Coloca criaturas com clitóris cristalizado contra Coiso, coloca cornos, cachorros, crianças, condenados, criaturas coloridas... coloca contra Coiso. Cria comunicação caramboleira contra Coiso. Contrata criadores comunicações cretinas, convoca chinelagem comparecer carreata com camisetas comunistas confeccionadas com cara criatura chamada Che. Convida co-candidata com carinha cadela cio, com chibil convidativo. Chama comandante continente chavascuelano Cuduro com canhões comunistas. Contudo, caso Calamarzinho chame Covarddad como colaborador campanha, cortarei colhões cumpanhero Calamarzinho! Compreendeu criatura? Contudo, corre cantina comprar cachaça! Careço consumir.

wasil sacharuk


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