Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

para saber-te

para saber-te

espero ler-te
numa autobriografia
percorrer tuas horas
deitar sobre as folhas
da tua caligrafia

espero ver-te
nua e perdida
no labirinto obscuro
da minha poesia
onde faces sombrias
são jogadas ao mundo

espero entender-te
tal olhos intrusos
pousam fotografias
nas porções coloridas
nos poemas silentes
nas imagens da vida

wasil sacharuk


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