Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Teu santo nome

Teu santo nome

terrível algoz
oculto na senda
irrompi as manhãs
que amaste
tão honestamente

tomei-te o tempo
tomei-te a agenda
embacei o teu viço

joguei-te ao feitiço
de ser minha vítima
e eu
também vítima de mim
fui juíz e pecado

santifico teu nome
na noite escura sem lua
na chuva fina sem fim
outrora pronunciado
na minha boca imunda

wasil sacharuk

Rosa Elétrica - "A noite vasta" (sacharuk - hercules)

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