Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

musa

musa

não me proíbas de te pintar nua
capturar-te emoldurada
       procurar teus fluidos
          arrancar teus suspiros

não me proíbas de te ter como musa
                         de te brindar poesia
ofertas à deusa
          dos mil sacrifícios

wasil sacharuk


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