Não estou para falar de amor, se ele ainda não dói, nem rói e nem pede flor. Não há flores na minha poesia, pois as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura e meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro. O único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza. Só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista, meio insano meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história, todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira

Cárcere Curitiba 3

Cárcere Curitiba 3

Calamar Cachaceiro conseguiu com Comandante Carcerário convite chamando Calamarzinho  conhecer cela com colchão comum.
Calamarzinho, congênita cria Calamar com criatura colocada caixão, começou catando cocô, contudo conseguiu chegar cargo CEO com corporações comerciais consideráveis. Comprou companhia comunicações, comprou cervejaria...

Conforme Calamarzinho chegou, Calamar começou confabular:

- Calamarzinho, caro congênito, com cartão crédito Caixa, compre celular com cinco chips, com carga cheia, com câmera chelfs.

- Câmera chelfs?

- Certo, cumpanhero Calamarzinho. Com câmera chelfs Calamar colocará circular cara carente com cuidados,  como Calamar cobre corpo com cobertor, como Calamar coloca cabeça colchão comum, como Calamar caga com cagatório conjugado, como Calamar conduz campanha com celular conversando com coordenadores. Calamar conquistará comiseração criaturas comuns, colaborando com candidatura.

- Comprarei, caro camarada.

- Caralho, Calamarzinho. Camarada confere com coisas comunistas. Continua calado, catador cocô!

wasil sacharuk


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