Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

sobre o poeta

sobre o poeta

num campo de abstração
perdi as galochas
e na poesia
empurrei alicerce
escorei firmamento

sou poeta eremita
de heresia ironia e lamento
mistura de pó de estrelas
com pó de cimento

urbano sem urbanidade
a recusa da natureza
desafio aos arcanos
das obviedades

trago-te a doçura
dos meus infernos
e a face obscura
dos meus intentos

wasil sacharuk


Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Esse site é apoiado por INSPIRATURAS