Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

das vozes abissais

das vozes abissais

sem sentido
cisma
a esquizofrenia

escapa à normose
tal psicopatologia
acordes de versos
jornada sinfônica

na caverna platônica
das dissonâncias
a loucura e o medo
recitam segredos
ecoam nas pedras
vozes abissais

wasil sacharuk


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