Não estou para falar de amor, se ele ainda não dói, nem rói e nem pede flor. Não há flores na minha poesia, pois as arrancadas são mortas, são decoração de sepultura e meu poema é heresia. Conheço esse tal de amor, não encontrei deus algum e amor e deus até podem ser compatíveis mas não dependem um do outro. O único ponto em comum: eles não são invencíveis. Não falarei de coisas que desconheço, pois o meu apreço é pelo amor que sinto e não devo a uma criatura que o senso comum insinua e minha cabeça não atura. Minha escrita é a riqueza que colho do meu presente, mesmo que seja inventado, pois poeta mente, mas não se faz ausente e eu não vivo de passado nem me dedico à tristeza. Só quando fico parado. Grito contra o que abomino e não suporto determinismo. Minha ferramenta é o poema e meu alvo é o sistema. Sou tipo existencialista, meio insano meio analista, falso moralista, talvez sartreano. Tenho a marca da história, todo gaúcho é artista e sou pampeano com muita honra e glória. Sou amigo da filosofia e esta não é feita de fadas nem gnomos e crenças, nem de almas penadas ou universais desavenças. Eu vim aqui escrever poesia e isso para mim não é só brincadeira, pois no fim o que consome energia é o abre e fecha da porta da geladeira

Catilinas conversa com Chauí

Catilinas colocou casaco contra congelamento corporal, conseguiu carona com caminhoneiro cuiabano. Conforme chegou capital chamada Curitiba, concebeu compartilhar camping comunista, com companheiros cuja condição compete com coçar colhões, coçar chavascas, contornando cela cuja confederação colocou criminoso canalha, chamado Calamar Cachaceiro, cumprir cana.
Catilinas conheceu criatura controversa, com cabelos crespos, com camiseta colorada, como Chapolin. 

Catilinas conversou:

-Como chamas, criatura?

-Chauí.

-Conta, companheira Chauí, como consegue colar cu cadeira confronte cela criminoso Calamar?

-Caro Catilinas, Calamar criatura cuja consciência compete com cientista continental, criou condições carentes comprarem casa, criou Cesta Comunitária, cuja competência consiste com carente comprar comida, criou carreiras, construiu colégios, conquistou continente com conversa consistente. Cidadãos classe central culpados! Calamar coincide com criatura com conduta cristalina. Contudo, Catilinas, classe central cínica! Colocou Calamar cadeia com cama cujo colchão carece conforto. Configuraram conspiração contra Calamar Cachaceiro. Contudo, caro companheiro, Calamar colocará candidatura como comandante confederativo.

-Caraca, companheira Chauí, confundindo Calamar Cachaceiro com Cristo? Como criminoso corrupto, Calamar carece cumprir cana.

-Calamar crucificado como Cristo! Colocaram Calamar cadeia como critério coibir candidatura, Catilinas. Classe central culpada, Catilinas. Classe central composta com canalhas. 

-Credo, Chauí. Como consegue criar consciência comparável com cinismo? Criatura, cabeça Chauí configurada como cu, calibrando cada cagalhão como convém! Cala, criatura!

wasil sacharuk




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