Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Vasto

Vasto

Habita em mim

a raiva
chama acesa
ardente
exata
marcada
afinada

ao tom incerto
no toque inconstante
espalhada na trilha

num rompante

Quando a raiva
insinua
e adentra a noite
arranha
a pele nua
como açoite

meu grito aberto
tão deselegante
risada que humilha...

Habita em mim

a calma
abstrata
emoldurada
largada
frouxa
figurada

ao sabor do vento
no beijo amante
encantado na parceria

fulgurante

Quando a calma
se torna
uma busca na vida
a alma
retorna
para fechar ferida

um doce momento
não está distante
ocultado na poesia.

Dhenova & Wasil Sacharuk

DSCF1539

Dhenova

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