Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

O leão corre insano pela noite

O leão corre insano pela noite

o leão corre insano pela noite
  quando passa lento o tempo
  trocando minutos por sonhos
  nas pegadas da insônia
  as minhas pernas cansadas

o felino esmaga gramíneas
  ao entorno das savanas
  quando eu tento respirar
  quando eu tento respirar

refaço as linhas
  caminho estelar
  lá se unem os espaços
  ao meu corpo astral

se chegar o ocaso
  fecharei os olhos
  para não ver o leão

quando as forças da terra
  anunciarem o dia
  eu já poderei ir

o leão corre insano pela noite
  o leão corre insano pela noite

quando as forças da terra
  anunciarem o dia
  eu já poderei ir

quando o voo da noite
  deitar as asas ao sol
  eu já poderei ir

wasil sacharuk

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