Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Mar de desenganos

Mar de desenganos

Naveguei o mar dos desenganos
naufraguei com meus planos
refiz o destino ao piano
outro improviso
de outra canção

brotou paixão mexicana
eloquência cigana
natural sedução

naveguei oceanos de encantos
mergulhei nos recantos
diluído em recatos mundanos
com água na embarcação

naveguei o mar dos desenganos
vivi séculos em anos
busquei o que amo
tanto indeciso
na minha razão

atraquei em mares de lama
nas marés mais insanas
na mais profunda escuridão

naveguei uma dúzia de arcanos
atravessei oceanos
a desaguar emoção

wasil sacharuk

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