Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

tuas curvas e a quiromania

tuas curvas e a quiromania

teus traços perfazem fascínio
trajetos e arco na descida
contornos e cordas de violino
acordo-te em notas naturais
vibrações na exata medida

pequena mulher enfeitada
perséfone e diva
exibes teus frutos maduros
sinuosidades renascentistas
ostentas o feixe de grãos
empunhas a tocha flamejante

minha verve inventa-te nua
das tuas belezas estonteantes
musa esculpida
por minha mão
precisão eloquente
em artesania

do alto da sofreguidão
derramo sementes
sobre ti

poesia

wasil sacharuk

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