Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Maria Louca



Maria Louca

a louca Maria
lá do Sobrado
passa a ler poesia
no canto ensolarado
daquela janela

vive a ler rimas ricas
e as metáforas mais belas
são as suas relíquias
no mundo encantado
das suas quimeras

a louca Maria
lá do Sobrado
passa noites e dias
a ouvir uns recados
que vêm das estrelas

ela não é astrofísica
e sequer tem luneta
só recolhe as titicas
do mundo abstrato
na janela aberta

wasil sacharuk
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