Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Lírica!

Lírica!

Lírica do grito desvairado
Investe teu sonho pervertido
Risca na minha pele nua
Interstícios de suor decantado
Cata as gotas vertidas
Antes que o sol se insinue

Derrama os versos, louca
Ousa recitar ao meu ouvido
Saliva um poema em minha boca

Serve a poética aos seios
Envolta no fogo imaginativo
Incendeia sob o vestido
Os versos do meus desejos
Seduz o meu olhar cativo

wasil sacharuk

lirica
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