Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Quando os feixes perpassam vitrais

Quando os feixes perpassam vitrais

Enquanto vislumbras belos vitrais perpassados por feixes de luz, as sombras ocultam vestígios e sacerdotes ostentam as joias de baal.

Nas aberturas da catedral, o lume do sol despe extraordinária arte, o ópio e o mistério, tudo aquilo o que te for semelhante.

Logo, sou mesmo eu, assim como és tu, artífices das coisas belas e, sem elas, permanecemos ruína.

Eis que não há verdade sem a ruína.

Ruína é a casa daqueles que lutam. É o palco daqueles que vivem. É ela o esteio de qualquer fundamento.

wasil sacharuk
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