Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Fé demais



Fé demais

Teimoso era o burro
do Teodoro
batia cabeça dura
nas tábuas da baia
logo após desmaiava
durinho da silva

Teodoro
tentava bocaboca
simpatia
recitava poesia
reza forte
salvava o burro da morte

Certo dia
montou o quadrúpede
e orou
pediu para deus
por um tanto de sorte

recém ressuscitado
o animal vacilão
bateu de novo a cabeça
lançou Teodoro à distância
que espatifou-se ao chão

Teodoro
além de burro é simplório
morto na contramão
atrapalhou o trânsito

O burro
filho de égua e jumento
não mais do que burro
só desmaiou
mas ainda viveu

moral da estória:
mais burro que burro
é quem esperou pela glória
confiou na vitória
e só se fodeu

wasil sacharuk
BydPzI5IUAARKPy

Audiverimus - "Dizimista Fiel" (Sacharuk)

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