Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Estranha florista



Estranha florista

a estranha florista
na sua bicicleta
atravessa a floresta
há chão pela frente
mas o universo conspira

da vertente
jorra água cristalina
ela pode beber
também pode banhar
a natureza é justa
e o tempo infalível
organiza tudo
no devido lugar

ela aprende
o que a vida ensina
quando escuta as pedras
e convence as flores
que as coisas pequeninas
podem ser muito belas

e entende
a língua da rosa calada
quando chora as feridas
perde as pétalas e a vida
mas não quer dizer nada

então sente
seu amor correr líquido
regar de luz o espírito
para acender madrugadas

wasil sacharuk
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