Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Cilada




Cilada

Noite de lua de fome e demônios
penumbra de corte de morte mistério
de rasgo de grito de fuga de sonhos
memórias de dias os novos os velhos

Dia de sombra de insone agonia
de sóis e de nós sem nós e ninguém
vapores baratos torpor vilania
estórias História de mais e além

De buscas e buscas na senda do dia
do pai e do filho do santo e amém
de fome de amor de prosa e poesia
trabalho suado não vale um vintém

De encontros, encontro uns dez encontros
de perdas e danos estou mui calejada
das lutas, batalhas, enfrento; confrontos
da vida - que vida? - não levo mais nada

Eu caio na vida desses seres tontos
para acreditar que inda sou tão amada
a cada rodada eu perco mais pontos
e no fim do jogo já estou derrotada.

Lena Ferreira & Wasil Sacharuk
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