Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Perdido em Porto Alegre



Perdido em Porto Alegre

tempos bons
horas brilhantes
até outro amanhecer
história delirante
e seu grande final

assim brinquei dia inteiro
até fumei meio cigarro
após o arroz de carreteiro
junto ao gato frajola
no quintal

insanidades noturnas
de plena poesia
e minúcias de artesão

as mulheres belas
com seus copos
e as canecas
com caldo de feijão

perdido em Porto Alegre
poesia e abstração
o dia inteiro
a viagem com amigos
num supertáxi maneiro
para correr dos perigos

wasil sacharuk
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