Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Artesania

Artesania


galopei sôfrega
insana e atônita
quase sem energia

a musa eu quis ser
que desencanta
a tua poesia

cavalguei afoita
a subir e descer
até dançar lenta
ora sedenta
sobre tua guia

sufoquei a cadência
desaguei violenta
pela periferia
e nas reentrâncias

misturada às letras
da tua artesania.

wasil sacharuk

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