Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

amargo 69

amargo 69

amarga-me
a recolhida língua
à dormência
captura de essências
do limão e do sal
absinto

desidrata na cal
meu toque áspero
tempero-te
de agridoce atrito
de suor e fluído
vinagrette
de amor seminal

desliza e arde
contorcida língua
nas gotículas de  pele
no cheiro da febre
óxido de ferro
e ph vaginal

wasil sacharuk

dddd
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