Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Rapunvelho e a flor de rabanete

Radijs_bloemen_Raphanus_sativus_subsp._sativus._jpgfoto: Katia Horn

Rapunvelho e a flor de rabanete

Na colheita vindoura
brotarão tuberosas
no cercado de muro
que apenas bruxa louca
pilotando vassoura
se atreveria a soprepor

o ancião Rapunvelho
espargiu sementes
de rabanetes
viu florescer
e crescer seu amor

os tempos de sol
as barbas brancas
tranças de esperança
sobre a horta semeada
ao pé da torre.

wasil sacharuk

Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Esse site é apoiado por INSPIRATURAS