Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Haragana

Haragana

Ah! paisana
compreendo tua idolatria
e te perfaz o pensamento
riscar em prosa o rebento
disfarçado em poesia

tão insana
pagas noites com dias
guacha de discernimento
costuras rimas com tento
enfeitiças a utopia

não te enganas
no rumo das cercanias
trocas o chão por cimento
da milonga fazes lamento
de letra xucra arredia

vai prenda haragana
no esteio das regalias
engarupada no vento
num trotezito mui lento
encontrar a tua alegria

wasil sacharuk

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