Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Fazer diferente

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Fazer diferente

você
que frequenta palcos
os circos edifícios
a alma de favela
a fome de asfalto

desaba dócil no altar
da nossa catedral

você
que abraça ao normal
e aplaude o palhaço
encena cúmplice sarcasmo
no teatro da vida

você
que lambe a ferida
depois lambe o orgasmo
da chaga universal

você
que é como a gente
no dia de natal
vai fazer diferente.

wasil sacharuk

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