Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Pela janela aberta

Pela janela aberta

Vi da janela aberta
os nós do cotidiano
as coisas que andam mortas
tal fossem passos humanos
 e vi pelas grades tortas
semblantes indiferentes
cabeças girando tontas
as dores de toda gente

Havia razões incertas
e os mais tolos enganos
pessoas andando lentas
ratos saindo dos canos
crianças correndo soltas
em busca dos pais ausentes
os cães mijando em volta
as dores de toda gente

E vi que a carência é farta
os pensamentos insanos
o amor que mata e que corta
saúde restrita a planos
casas de vida barata
prometem carícias quentes
conversas vazias chatas
as dores de toda gente

a vida parece ingrata
mas pode ser diferente
são sempre tão inexatas
as dores de toda gente.

wasil sacharuk
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