Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

os sais do teu banho

os sais do teu banho

subtraio 
teus pensamentos
até rasgo tuas roupas
arranco-te as promessas
desde as mais singelas
até as mais loucas
impregno os sais 
do teu banho 
com partículas ocultas
de mim

subtraio
os teus vícios
teus fins
teus inícios
tuas drogas e culpas
invado os domínios
subjugo o arbítrio
os recônditos
donde escondes segredos
buracos sinistros
cobertos de medo

subtraio
teu baú de artifícios
obscuros diamantes
lapidados em tua mente
o teu hades latente
de fogo e de lama

subtraio
a cruel liberdade
que te prende na cama

de novo

tudo o que subtraio
depois eu devolvo

wasil sacharuk


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