Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Refrão desenfreado



Refrão desenfreado

menina
agora sossega
teus pelos estããão
       tão eriçaaaaados

cada qual do seu lado
apontando a lua
e tu bela
   e nuuua

sentada à jane-e-la

do aviããã-ã-ão

menina
não deixa o refrão
          desenfreaaado

eu que estive acordado
entendendo a razãããão
dos teus pecaaados

cada qual do seu lado
andando nas ruas
       mais escuuuras

da minha cida-a-de...

na contramãããoo

menina
se eu digo que não
     estou erraaado

eu que estive acordado
encondendo a razãããão
dos meus pecaaados

cada qual do seu lado
ofertando a cura
      e eu na amarguuura

enchendo a tela
da televisã-ã-ão...

Wasil Sacharuk
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