Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Poema do Fogo

Poema do Fogo

Hoje queimo a matéria no fogo
a matéria é o pão
é decerto as tiranias

disfarçadas democracias
o corpo enseja a competição
ei poeta, louco
qual seu lugar nesse jogo?

raiva, medo
uma mancha no pulmão
taquicardias, esquizofrenias
desveladas rebeldias
ataques no coração

caricatura das manias
das angústias, agonias
o poeta não é demagogo
e vai vomitar emoção
hoje o dia é da destruição

ei poeta, louco
hoje queimo a matéria no fogo!

wasil sacharuk

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