Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Amor meu


Amor meu
puxa a cadeira
senta ao meu lado
fala do dia agitado
do colega, do chefe
sei que o dia
foi sobremaneira

vem, amor
fala qualquer besteira
não fica calado

Amor meu
há cerveja na geladeira
sobrou frango assado
do almoço
está tanto insosso
e também mal passado
mas muito gostoso

Amor meu
você é formoso
até quando cansado
seu corpo suado
inspira brincadeira

Amor meu
puxa a cadeira
e continua sentado
eu me lanço inteira
de joelhos dobrados.

wasil sacharuk
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