Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Tragicomédia

Tragicomédia

Quem dentre todos tem a voz mais alta? Aquele que esbraveja e com ferro fere falando das verdades que ele com alma profere... Ou aquele que com açúcar mela os olhos alheios de verdades infundadas de12122667_10207884994191222_142936889547135367_n medos descabidos? Ha na vida o intuito de ser ...e sendo, não se mede o alto som do grito, tornam-se melodia as notas que harmonizam-se, mais que os batuques em baterias surdas. Humanos que artistas dizem-se...erram a pincelada em movimentos híbridos. Quem suja o avental na tinta ocre que escorre da própria boca? Aquele detrás da máscara de ferro que não tem nada, além de uma palavra tosca, tola e louca... e um berro... que com alma profere, enquando fere. Ou aquele que com açúcar mela os botões das flores para atrair insetos trabalhadores? Fazem-se poesia de pleno sentido, daquele grito retido, da voz mais alta que emerge de gargantas mudas. De humanos se fazem artistas... que erram os conceitos do nada nos momentos críticos.

Márcia Poesia de Sá e Wasil Sacharuk

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