Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Da solitude

Da Solitude

Da solitude sou voluntário
não aceito tudo o que vejo
eu não divido minhas crenças
vivo com minhas diferenças

Fui escravo do desejo
fui prior e fui templário
fui de um mundo imaginário
pregador de desapego

Nas conclaves da indecência
forjei união de fé e ciência
do mundo aprendi o segredo
por isso hoje sou visionário

Fui outra vítima do medo
fui guardião do meu relicário
fui mancebo do rei ordinário
a imagem de um arremedo

Da vida entendi a urgência
que a busca não finda cedo
e que sou um rebento diário
recriado da própria essência

wasil sacharuk

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