Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Nenhuma crendice é meu desatino

Nenhuma crendice é meu desatino

Quero o melhor ceticismo
para reverter toda crença
que não seja só cinismo
que não traga desavença

Quero o caminho alargado
da existência excomungada
planar sob céus de pecado
tal guia pagão na estrada

O seu preconceito
é sua contradição
revelada num hino
na cruz em seu peito
no rosário na mão

Sou eu mesmo o artíficie
do meu próprio destino

Quero viver o ateísmo
sem ouvir palavras pretensas
contradizer o determinismo
daquele que crê e não pensa

E não preciso ser julgado
por qualquer lei forjada
e só quero ter respeitado
o solo das minhas pegadas

Eu tenho pleno direito
a não ter religião
pago caro desde menino
não representa defeito
ser ateu ou pagão

E nenhuma crendice
é meu desatino

wasil sacharuk

Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Esse site é apoiado por INSPIRATURAS