Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Tela de lua


Tela de lua

Um voo na noite
viagem distante
eu e as corujas
viramos estrelas
intrusas
na janela 
tela de lua
do teu quarto

dormias nua
sem recato
teu semblante
lavado nas águas
da nascente de lágrimas
que de mim
te inundaram

vestimos folhas soltas
de tuas árvores
eu e as aves

e quando veio o dia
eu trouxe na boca
um verso livre
da tua poesia.

Wasil Sacharuk
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