Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Ao poema conselheiro


Ao poema conselheiro

liberdade em cascatas
despenca em palavras
fetiches e bravatas
oferendas ao amor
descrito nos versos

poeta ao avesso
linhas do despudor
penetra travesso
estocadas
líricas e obcenas

tu, poema, acenas
logo te peço
a passagem

ventos da viagem
lambem as asas
borboletas e fadas
recitam de cor
poemas diversos

poeta ao avesso
rimas de esplendor
penetram travessas
estocadas
em música e letra

tu, poesia, não esqueças
se te aviso
sou apenas passagem.

Wasil Sacharuk
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