Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Prisma



Prisma

Na madrugada
roubo de ti pensamentos
imprimo neles a chuva
para que sempre penetre
nos poros da minha crueza

aos desígnios da aurora
te faço impregnada
daquilo que sou
e novamente sou teu
para que sempre me saibas
e tenhas certeza

exploro recônditos
que a mim não pertencem
mergulho em teus olhos
para que sempre descubras
as cores cegas
da minha inteireza

antes que o sol as revele.

Wasil Sacharuk
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