Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Nunca por engano

Dhenova


Nunca por engano

Quando o latido irrompe na madrugada
da janela, cinzentas luzes parcas
revelam o dia que está chegando
o sono não mostrou a cara
nem tampouco deu ânimo
letras são forjadas
talvez num desafio
nunca por engano

já sei que poesia
jamais é um engano

Quando os resquícios da noite acordada
pela tela, letras que dançam opacas
revelam que a noite está morrendo

nunca por engano.

Dhenova & Wasil Sacharuk
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