Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

De outra natureza



De outra natureza

Sei explorar tuas belezas
teus sentidos
e tu gostas
das minhas proezas
se fico perdido 

há poetas diferentes
outras vertentes
distâncias... tamanhos
os leste... os viste
e os amaste
bem sabes
meu universo estranho
tem outra natureza
é de outra vida

escrevi poesia
na nuvem sombria
tatuada em tua coxa
que quando despida
confessa atrevida
o teu amor.

Wasil Sacharuk
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