Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Quando ouviste da vida o chamado



Quando ouviste da vida o chamado

Invadiste poços profundos
que te seduzem
com águas bem doces
e teus braços
tão escassos
golpearam
as águas do nada
tal açoites

te fizeste poesia
sintonia fina
entre as águas atrevidas
fizeste ferida
para sangrar a matéria
transmutada deletéria

tu fizeste profecias
aprendeste a nadar
sem chão e sem ar
para entender as misérias
das vidas.

Wasil Sacharuk
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