Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Não uses guardachuva


Se queres aqui estar, é isso o que importa. Qualquer sentido aguça a existência e, não fosse assim, inócuo seria viver.

Maculamos tudo o quanto tocamos, contestamos as verdades, não somos divinos e sequer divindades. 

Coisas divinas são precárias, não têm a semente de ser, são vazias de ser. Tal os deuses que, superiores, jamais foram nada

e habitam o universo dos mitos. São enigmas ou signos da farsa de existir para além do que aqui está.

Portanto te digo: Se fores à chuva, não te escondas.
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