Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Meu abraço

Meu abraço

eu quero muito te dar um abraço
também necessito da tua guarida
eu me vejo carente e abandonado
passei a viver num mundo quadrado

eu quero poder entrar na tua vida
também preciso apertar esse laço
encolher distâncias entre os espaços
dispensar as memórias doloridas

eu quero muito estar ao teu lado
também necessito ser consolado
soprar a aspereza das tuas feridas
fazer do meu colo o teu descanso

eu quero tanto andar no teu passo
também preciso encontrar a saída
quiçá construir um sonho dourado
e tentar fazer que ele seja de fato

quero te dar a canção mais bonita
também necessito acertar o compasso
suprir de carinho o amor tão escasso
verter poesia do que a alma dita

wasil sacharuk

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