Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

O Filho da Lua é um Cometa

O Filho da Lua é um Cometa

Quem olha o céu não avista
os traços do Filho da Lua
as sementes de verve viúvas
são súplicas secas sem chuva

A beleza no cio ficou nua
à espreita de uma conquista
do afago sensual do artista
quis morrer remoendo a lacuna

E o verbo deixou a tribuna
a ação do sujeito é reclusa
argumento que não insinua
entregue ao chasque pessimista

E Sofia dormiu com o sofista
a certeza engoliu falcatrua
quando a sorte perdeu fortuna
os diabos vestiram candura

Se a Lua morrer na clausura
talvez essa espera desista
de encontrar outro protagonista
que alinhave a palavra que cura

wasil sacharuk

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