Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

yin yang

yin yang

O meu esquerdo
é direito
o meu acerto
é o defeito

sou pagão
que tem fé
sou pão
sem café

sou a clareza
da escuridão
e a fraqueza
do corpo são

a beleza
de minha feiura
a sobremesa
da amargura

estou tão perto
e tanto distante
estou esperto
e também vacilante

sou silogismo
da contradição
o dualismo
da vastidão

wasil sacharuk
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