Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Não e sim

Não e sim

Foi a carne macia
toda a sina
Foi o perfume barato
todo o cuidado
Foi o hálito fresco
todo o veneno

Foi nesse universo
que aprendi a voar
em versos

Disse sim, disse não
fiquei louco
puro tesão

Foi como uma poesia
toda em rima
Foi o gesto abstrato
todo o embaraço
Foi no sentido sexto
todo o mistério

Foi no doce segredo
que tentei naufragar
sem medos

Disse não, disse sim
fiquei triste
lá é o fim.

Dhenova & Wasil Sacharuk

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Dhenova

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