Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Perdido nos cantos da Jupiranga

Perdido nos Cantos da Jupiranga

Andei por aí
de cueiros pandos
perdido nos cantos
da Jupiranga

Ah poderia ser bamba
se um dia esse pranto
perdesse guarida
para sambar na avenida

Quem me conhece
e lê minha poesia
não esquece
que odeio carnaval
odeio prece
odeio hipocrisia
e ainda por cima
sou tipo que não desanima
e ainda se acha normal

E logo derramo poema
assim meio sem tema
meio sem trégua
sem esquema
e sem régua
pois nenhum dilema
me cala ou me cega

Já contei a história
consulta tua memória
que andei por aí
de cueiros pandos
perdido nos cantos
da Jupiranga

de lá ninguém volta
donde a coisa rola solta
tem água benta atômica
misturada com vodka
capim do diabo e engov
palavra verso e estrofe

wasil sacharuk


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