Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Vontades comprimidas

Vontades comprimidas

Nas reentranças
das tranças
da vida...
espremi a vontade
comprida.
Esticada,
não cabe na mala...
mesmo encolhida,
entala

Nos entretantos
nos cantos
na lida...
a oculta necessidade
sentida.
Sonegada,
enterrada na vala...
mesmo reprimida,
não cala.

Juleni Andrade & Wasil Sacharuk

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