Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Lambida

Lambida

E foi ali
na porta da cozinha
entre a geladeira e o fogão
de soslaio
à deriva
que eu vi o impacto
que causou o ato
a lambida da tua língua
numa colher de plástico
encardida

E daí
para surpresa minha
entre a doideira e a razão
em frente ao armário
dos pratos
que fizemos o pacto
eu provei teu contato
passei sobre tua lambida
um movimento elástico
de língua comprida.

Dhenova & Wasil Sacharuk

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Dhenova

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