Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Crisálida

Crisálida

Desejo da vida
Vivida às fanfarras
Vida calada
Vida vivida
Vida bonita
Vinda da farra
Mortalha

Desejo do amor
Sem pudor, cheiro
Ou flor
Com amor
Sem dor
Com cor
Crisálida

Desejo do abraço
No espaço roubado
Compasso marcado
Avesso no adereço
No verso faceiro
Controverso, possesso
Inteiro

Da mortalha quero
O morrer mais sincero
Da vida falada
Da vida sofrida
Da vida com vida
Segurada a barra
Que valha

Da crisálida aberta
Liberdade encoberta
Torpor
Calor
Da morte a cor
É pálida

E o abraço inteiro
Viver sorrateiro
Recebe o recado
No mesmo endereço
Do verso caborteiro
No inverso retrocesso
Certeiro

Dhenova & Wasil Sacharuk

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Dhenova

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