Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

A marcharré do sistema

A marcharré do sistema

Nas engrenagens
do nosso sistema
ela botou o pé
e qualquer vivente
ouviu seu grito

Foi um berro louco
mas não parecia aflito
como eco no oco
ou um simples apito
durou só um pouco
pretendeu o infinito

De picaretagens
armou o esquema
engatou marcharré
e com ar deprimente
tentou ser um mito

Ela levou o troco
perdida no delito
como olho no soco
cara cheia de pito
um poema bem choco
tentou fazer frito

De tolas personagens
nem lembravam Helena
só hipocrisia e fé
com ladainha carente
sem nenhum gabarito

Nem com muito reboco
fez o mundo bonito
seu olhar bocomoco
e seu mundo esquisito
o discurso mais tosco
sem enfoque erudito

wasil sacharuk

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