Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

O dia de amanhã

O dia de amanhã

Visões sem valor
apresentam a dor
de um povo iludido
com a besta
de dez chifres e sete cabeças

de um manto dourado
com a inscrição do pecado

da Serpente e do Dragão
tão inconsequente aparição

Canções sem calor
marcaram a cor
de uma tela abstrata
tão insensata a piada
o segredo da donzela

a aparente pilhéria
e ainda assim enfeitada
de Apolo ou Eros
tão absurdo desespero

Clarões de pavor
reina um novo senhor
recomposto o caído
e ruma à festa
com três dentes numa maçã

de um mantra sagrado
com a inquisição do louvado

do arcano e da ampulheta
um reino de outro planeta

Nações sem senhor
perderam o ardor
por uma palavra ingrata
perdida em meio ao nada
sobre a chama de uma vela

a consequente miséria
que agora será renovada
pelos dons dos mistérios
tão absurdo desespero

Dhenova & Wasil Sacharuk

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Dhenova

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